Minnie Mari
BING em: Como são feitos o gesso e a tala em crianças?
Gesso e tala infantil: entenda melhor

Na quarta temporada, Bing quebra o braço e fica com dificuldades para fazer suas atividades habituais; acariciar Arlo dói, brincar com blocos dói e beber suco dói.

Quando Bing e Sula desenham, não dói, então ele se esquece do braço e dá um grande e doloroso HOPPITY VOOOOSH! Amma explica gentilmente a Bing, Sula e Flop que, quando quebrou o braço, aprendeu que às vezes é preciso pedir ajuda.

Quando uma criança sofre uma fratura, entorse ou outra lesão, pode ser necessário utilizar uma imobilização para proteger a região afetada.
As duas formas mais conhecidas são o gesso e a tala.
Embora muitas pessoas utilizem esses termos como sinônimos, existem diferenças importantes entre eles.
A escolha depende do tipo de lesão, da região do corpo, do grau de inchaço e do objetivo do tratamento.
Neste artigo, explicamos como essas imobilizações são estruturadas, quais materiais podem ser utilizados e quais são os formatos mais comuns.
O que é uma imobilização?
A imobilização tem como objetivo limitar determinados movimentos para:
reduzir a dor;
proteger uma fratura;
permitir a cicatrização;
proteger músculos, tendões e ligamentos;
manter uma articulação em posição adequada.
Em crianças, o cuidado deve ser ainda maior porque o membro está em crescimento e a pele pode ser mais sensível à pressão.
Qual é a diferença entre gesso e tala?
Gesso
O gesso geralmente envolve o membro de maneira mais circunferencial.
Após endurecer, forma uma estrutura rígida que proporciona maior controle da região imobilizada.
Pode ser utilizado em diferentes tipos de fraturas e condições ortopédicas.
Tala
A tala fornece suporte apenas em parte da circunferência do membro.
Ela é fixada externamente com faixas ou bandagens.
Por não envolver completamente o membro, pode ser especialmente útil nas fases iniciais de algumas lesões, quando existe risco de aumento do inchaço.

Como é estruturado um gesso?
Embora existam diferentes técnicas e materiais, uma imobilização gessada geralmente possui uma sequência de camadas.
1. Proteção da pele
A primeira preocupação é proteger a pele.
Pode ser utilizada uma malha tubular, também conhecida como stockinette, dependendo da técnica e da região que será imobilizada.
Ela cria uma camada inicial entre a pele e os demais materiais.
2. Acolchoamento
Sobre a camada de proteção é colocado o acolchoamento ortopédico.
Esse material é importante para:
proteger proeminências ósseas;
distribuir melhor a pressão;
aumentar o conforto;
reduzir o risco de lesões por pressão.
Regiões como cotovelos, punhos, tornozelos e outras proeminências ósseas merecem atenção especial.
3. Material rígido de imobilização
A camada externa é formada pelo material que dará rigidez à imobilização.
Os principais materiais podem incluir:
Gesso convencional
Tradicionalmente composto por ataduras impregnadas com material à base de gesso.
Após o preparo adequado, o material endurece e forma uma estrutura rígida.
Material sintético
Também conhecido como fibra de vidro ou material sintético de imobilização.
Pode apresentar características como menor peso e maior resistência, dependendo do produto utilizado.
4. Moldagem
A moldagem é uma das partes mais importantes da confecção.
Não basta simplesmente envolver o membro com material rígido.
O profissional precisa posicionar adequadamente o membro e realizar a moldagem de acordo com:
o tipo de lesão;
a região tratada;
a posição necessária;
a idade da criança;
o objetivo da imobilização.
Como é feita uma tala?
A tala também possui uma estrutura organizada, mas não circunda completamente o membro.
Camada de proteção
Inicialmente, a pele é protegida com materiais adequados.
Acolchoamento
Pode ser utilizado acolchoamento para proteger a pele e áreas de maior pressão.
Material de suporte
A estrutura rígida pode ser feita com diferentes materiais, como:
gesso;
fibra de vidro;
materiais termoplásticos;
outros materiais específicos para imobilização.
Fixação
A tala é mantida na posição por bandagens ou faixas apropriadas.
A fixação precisa ser suficiente para estabilizar a região, mas não pode comprometer a circulação.
Quais são os materiais utilizados?
Os materiais variam de acordo com o tipo de imobilização.
Entre os mais utilizados estão:
Malha tubular
Pode ser utilizada como camada inicial de proteção.

Algodão ortopédico ou acolchoamento
Protege a pele e as proeminências ósseas.

Ataduras gessadas
Utilizadas para criar estruturas rígidas de gesso.

Fibra de vidro
Material sintético frequentemente utilizado em imobilizações.

Materiais termoplásticos
Podem ser moldados para determinadas aplicações.

Bandagens e faixas
Utilizadas principalmente para fixação de talas e para complementar determinados tipos de imobilização.

Quais são os formatos mais comuns de gesso e tala?
O formato recebe nomes diferentes conforme a região do corpo imobilizada.
Imobilizações do membro superior
Alguns exemplos incluem:
Tala ou gesso antebraquiopalmar
Imobiliza parte do antebraço e a mão, dependendo da indicação.
Tala ou gesso braquiopalmar
Envolve uma região maior do membro superior, incluindo o braço e o antebraço.
Gesso braquiopalmar
Pode ser utilizado quando é necessário maior controle do cotovelo e do antebraço.
A indicação e o posicionamento variam conforme a lesão.
Imobilizações do membro inferior
Tala suropodálica
Utilizada para estabilizar a região da perna, tornozelo e pé, dependendo do formato e da indicação.
Gesso suropodálico
Pode ser utilizado em diferentes lesões do pé, tornozelo e perna distal.
Gesso inguinopodálico
Estende-se do quadril até o membro inferior.
É utilizado em situações específicas e requer cuidados especiais, especialmente em crianças.

Por que o formato e a posição são tão importantes?
Cada lesão exige uma estratégia diferente.
Uma fratura pode precisar de determinado posicionamento, enquanto uma lesão ligamentar pode exigir outro.
Por isso, a escolha do tipo de imobilização não depende apenas da região dolorosa.
O ortopedista avalia:
diagnóstico;
localização da lesão;
estabilidade;
idade da criança;
presença de inchaço;
necessidade de controlar determinadas articulações.
O gesso é sempre melhor que a tala?
Não.
Uma não é simplesmente “melhor” que a outra.
A escolha depende da situação clínica.
Em alguns casos, uma tala é preferida inicialmente porque permite maior adaptação à presença de edema.
Em outros, uma imobilização circunferencial pode ser necessária para proporcionar maior estabilidade.
Quais cuidados devem ser tomados após a imobilização?
Após a colocação de uma tala ou gesso, os responsáveis devem receber orientações sobre os cuidados necessários.
Alguns sinais merecem atenção:
dor intensa ou progressiva;
dedos muito inchados;
alteração da cor dos dedos;
sensação de formigamento;
dificuldade para movimentar os dedos;
extremidade fria;
sensação de aperto excessivo;
mau cheiro ou umidade persistente;
quebra ou deformação da imobilização.
Esses sintomas podem indicar a necessidade de uma nova avaliação médica.
O gesso ou a tala podem ser molhados?
Isso depende do material utilizado.
Muitas imobilizações tradicionais não devem entrar em contato com água.
Mesmo quando são utilizados materiais resistentes à água, a orientação deve ser individualizada, pois outros componentes da imobilização podem não ter a mesma característica.
Nunca tente fazer um gesso em casa
Vídeos e tutoriais podem dar a impressão de que uma imobilização ortopédica é simples de ser realizada.
Mas uma técnica inadequada pode causar problemas importantes.
Entre os riscos estão:
compressão excessiva;
feridas na pele;
comprometimento da circulação;
lesão de nervos;
posicionamento inadequado;
perda da redução de uma fratura.

Por isso, em caso de suspeita de fratura ou lesão importante, a criança deve ser avaliada adequadamente antes da escolha da imobilização.
Conclusão
Gesso e tala são recursos fundamentais da ortopedia pediátrica, mas possuem características e indicações diferentes.
Por trás de uma imobilização aparentemente simples existe uma sequência importante: proteção da pele, acolchoamento, posicionamento, aplicação do material e moldagem adequada.
O tipo de material e o formato da imobilização devem sempre ser escolhidos de acordo com a lesão e com as características da criança.
O objetivo é proporcionar estabilidade e proteção, sem causar pressão excessiva e respeitando as particularidades do corpo em crescimento.
A imobilização correta não é apenas “colocar um gesso”: é parte fundamental do tratamento ortopédico.
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