Minnie Mari
Bluey e a infância normal: quando correr, brincar e ter muita energia é apenas ser criança
Correr, brincar e ter energia é ser criança.

Quem conhece a Bluey sabe que ela dificilmente fica parada.
Ela corre.
Pula.
Inventa brincadeiras.
Faz perguntas.
Muda de ideia.
Chama a irmã para brincar.
Transforma qualquer objeto em uma nova aventura.
E, às vezes, deixa os adultos completamente exaustos!
Mas será que uma criança que corre, pula, fala muito e está sempre inventando alguma coisa é necessariamente hiperativa?
Não.
Às vezes, ela está simplesmente fazendo algo muito importante:
sendo criança.
Criança não foi feita para ficar parada
Crianças precisam se movimentar.
Correr, pular, subir, descer, dançar, brincar no chão, explorar o ambiente e experimentar diferentes movimentos fazem parte do desenvolvimento infantil.
O movimento ajuda a desenvolver:
Coordenação motora;
Equilíbrio;
Força;
Noção espacial;
Autonomia;
Confiança corporal.
Por isso, uma criança que passa boa parte do dia brincando e se movimentando não deve ser considerada “agitada demais” apenas porque tem muita energia.

Criança ativa não é sinônimo de criança hiperativa
Essa diferença é muito importante.
Uma criança pode ser:
ativa, curiosa, intensa, falante e cheia de energia
sem necessariamente apresentar um transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, o TDAH.
O comportamento infantil precisa ser observado dentro do contexto.
Mas então o que é ser uma criança “normal”?
Não existe um único jeito de ser criança.
Algumas crianças são mais tranquilas.
Outras são mais agitadas.
Algumas gostam de ficar desenhando durante horas.
Outras querem correr pela casa inteira.
Algumas conseguem brincar sozinhas.
Outras precisam estar constantemente inventando alguma atividade.
Todas essas características podem fazer parte da diversidade normal da infância.
“Meu filho não para!”
Essa é uma frase que muitos pais dizem.
E a primeira pergunta não deveria ser:
“Será que ele é hiperativo?”
Antes disso, precisamos entender:
“O que exatamente essa criança está fazendo?”
Ela está brincando? Está correndo? Está explorando? Está conversando?
Está conseguindo se concentrar em atividades que gosta?
Consegue seguir regras quando necessário?
Consegue dormir adequadamente?
Consegue interagir com outras crianças?
Consegue participar das atividades da escola?
Essas informações são muito mais importantes do que simplesmente dizer que uma criança é “agitada”.
Brincar muito pode ser completamente normal
Imagine uma criança que passa a tarde brincando de pega-pega.
Ela corre.
Cai.
Levanta.
Muda de brincadeira.
Depois quer jogar bola.
Depois quer desenhar.
Depois pede um lanche.
Depois inventa uma história.
Para um adulto cansado, pode parecer que essa criança tem energia infinita.
Mas isso pode simplesmente ser uma tarde normal de infância.
E quando devemos prestar mais atenção?
O diagnóstico de TDAH não é feito porque uma criança corre muito ou porque não fica sentada.
É preciso avaliar um conjunto de comportamentos e observar se eles são persistentes, acontecem em diferentes ambientes e provocam prejuízos significativos na vida da criança.
Por exemplo, dificuldades importantes podem aparecer na escola, em casa e nas relações sociais.
Também é necessário considerar a idade e o desenvolvimento esperado para aquela fase.
Nem toda criança que não fica sentada está com um problema
Uma criança pequena pode ter dificuldade para permanecer sentada durante muito tempo.
Isso não significa necessariamente hiperatividade.
Da mesma forma, esperar que uma criança pequena tenha o mesmo nível de autocontrole de um adulto não é realista.
A capacidade de controlar impulsos e manter a atenção ainda está em desenvolvimento durante a infância.
Bluey nos lembra de uma coisa importante
A infância é barulhenta.
É bagunçada.
É criativa.
É cheia de movimento.
E nem sempre faz sentido para os adultos.
Uma caixa pode virar uma casa.
O sofá pode virar uma montanha.
O chão pode virar lava.
Uma corrida pelo corredor pode ser a coisa mais importante do mundo naquele momento.
Isso não é necessariamente um problema.
Isso é brincar.
E qual é o papel da ortopedia pediátrica nessa história?
A ortopedia pediátrica também olha para o movimento.
Observamos como a criança anda, corre, pula, sobe, desce e utiliza o próprio corpo.
Mas é importante lembrar:
movimentar-se muito não significa ter um problema ortopédico.
Uma criança saudável pode ser extremamente ativa.
Pode correr o tempo inteiro.
Pode cair algumas vezes.
Pode preferir brincadeiras que envolvam movimento.
E pode simplesmente ter muita energia.
O corpo da criança precisa de movimento

Em vez de perguntar apenas:
“Como faço meu filho ficar quieto?”
Talvez seja interessante perguntar:
“Meu filho está tendo oportunidades suficientes para brincar e se movimentar?”
A infância precisa de movimento.
Precisa de brincadeira livre.
Precisa de atividades ao ar livre.
Precisa de momentos em que a criança possa explorar o próprio corpo sem que cada movimento seja considerado um problema.
Quando procurar ajuda?
Isso não significa ignorar comportamentos que preocupam os pais.
Se existe uma dificuldade persistente e significativa em diferentes ambientes, que interfere na aprendizagem, nas relações sociais, no sono ou na rotina familiar, vale conversar com o pediatra e buscar uma avaliação adequada.
O mais importante é não transformar uma característica isolada em um diagnóstico.
Antes de chamar de “hiperativo”, olhe para a criança
Ela brinca?
Ela interage?
Ela aprende?
Ela consegue demonstrar carinho?
Ela consegue se concentrar em atividades que despertam seu interesse?
Ela consegue seguir algumas regras adequadas à idade?
Ela está se desenvolvendo?
Essas perguntas ajudam a enxergar a criança de forma muito mais completa.
🩷 A Minnie Mari explica

Seu filho pula no sofá?
Talvez esteja treinando para ser campeão de alguma coisa!
Ele fala sem parar?
Talvez tenha muitas histórias para contar.
Ele transforma uma caixa em foguete?
Talvez tenha uma imaginação incrível.
Criança não precisa passar o dia sentada, quietinha e perfeitamente comportada para estar saudável.
Ela precisa de espaço para brincar, correr, explorar, aprender e crescer.
Assim como a Bluey, muitas crianças simplesmente estão vivendo a infância do jeito que ela deve ser:
com muita imaginação, movimento e energia. 🐾🩷
Importante: este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui avaliação médica ou psicológica individualizada. Quando pais, professores ou cuidadores percebem dificuldades persistentes que causam prejuízo significativo no cotidiano da criança, é importante conversar com o pediatra e buscar avaliação adequada.
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