Minnie Mari

Patrulha Canina e as brincadeiras: quais são os riscos de quedas, fraturas e acidentes nas crianças?

Patrulha Canina: segurança nas brincadeiras e prevenção de acidentes.

Guia visual sobre a relação entre o uso de mochilas e a saúde da coluna em crianças e adolescentes.

Se tem uma coisa que as crianças adoram é transformar qualquer brincadeira em uma grande aventura, assim como os personagens da patrulha canina.

Uma caixa pode virar um carro.

O sofá pode se transformar em uma montanha.

O parquinho pode ser uma verdadeira missão de resgate.

E, quando entram em cena os personagens favoritos da criançada, a imaginação vai ainda mais longe.

Mas, na vida real, algumas aventuras podem terminar em quedas, cortes, entorses e até fraturas.

Por isso, hoje a Minnie Mari tem uma missão especial: ensinar como brincar, se divertir e, ao mesmo tempo, cuidar dos ossinhos!

Missão 1: subir em lugares altos

Quem nunca viu uma criança transformar um móvel em uma montanha?

Cadeiras, mesas, camas, estantes e outros móveis podem parecer ótimos lugares para escalar.

O problema é que uma queda de altura pode causar lesões importantes.

Entre os acidentes mais comuns estão:

  • Traumas na cabeça;

  • Cortes;

  • Entorses;

  • Fraturas dos braços;

  • Fraturas dos punhos;

  • Fraturas das pernas.

Dica da Minnie Mari

Se é alto o suficiente para uma queda machucar, não é um brinquedo.

Escadas, janelas, sacadas e móveis altos devem receber atenção especial dos adultos.

A criança pode ter muita criatividade, mas ainda está desenvolvendo equilíbrio, noção de perigo e coordenação motora.

Missão 2: velocidade máxima!

Bicicletas, patinetes, skates e outros brinquedos com rodas fazem sucesso entre as crianças.

Mas velocidade + falta de proteção pode ser uma combinação perigosa.

As quedas podem provocar principalmente lesões nos membros superiores, como:

  • Fraturas do punho;

  • Fraturas do antebraço;

  • Fraturas do cotovelo;

  • Contusões;

  • Escoriações.

Capacete: equipamento de missão obrigatória!

O capacete é um dos principais equipamentos de proteção para atividades com risco de queda e impacto na cabeça.

Além dele, dependendo da atividade, podem ser indicados:

  • Joelheiras;

  • Cotoveleiras;

  • Luvas;

  • Outros equipamentos específicos para o esporte.

Mas atenção:

equipamento de proteção não transforma uma brincadeira perigosa em uma brincadeira segura.

É importante também escolher um local adequado e supervisionar a criança.

Missão 3: brincar de resgate no parquinho

O parquinho é um dos lugares preferidos das crianças para gastar energia.

Escorregadores, balanços, trepa-trepa e estruturas de escalada estimulam coordenação, equilíbrio e força.

Mas também podem acontecer quedas.

Como deixar o parquinho mais seguro?

Antes de começar a brincadeira, vale observar:

O equipamento é adequado para a idade da criança?

Existe espaço suficiente ao redor dos brinquedos?

O piso oferece proteção em caso de queda?

Há outras crianças circulando no mesmo espaço?

O brinquedo está bem conservado?

Pequenas medidas de prevenção podem fazer uma grande diferença.

Missão 4: atenção aos brinquedos com rodas

Patinetes e bicicletas são ótimos para estimular atividade física.

Mas é importante lembrar que a criança precisa desenvolver habilidades progressivamente.

Uma criança pequena não deve utilizar um equipamento que exige habilidades motoras acima daquilo que consegue executar com segurança.

O tamanho importa!

Bicicletas, patinetes e outros equipamentos devem ser adequados à idade, tamanho e habilidade da criança.

Um equipamento muito grande ou pesado pode dificultar o controle e aumentar o risco de quedas.

Missão 5: correr, pular e… cair!

Correr e pular fazem parte da infância.

E, sim, algumas quedas fazem parte do aprendizado.

Nem toda queda significa que existe um problema.

O importante é diferenciar uma queda habitual de uma situação que merece avaliação.

Quando procurar atendimento?

Depois de uma queda, alguns sinais merecem atenção:

  • Dor intensa ou persistente;

  • Inchaço importante;

  • Deformidade;

  • Dificuldade para movimentar o braço ou a perna;

  • Incapacidade de apoiar o membro;

  • Choro persistente após o trauma;

  • Sonolência ou alteração do comportamento após uma pancada na cabeça;

  • Perda de consciência;

  • Vômitos após trauma craniano.

Nessas situações, a criança deve ser avaliada por um profissional de saúde.

E aquela brincadeira de “missão impossível”?

A imaginação infantil não tem limites.

É justamente isso que torna a infância tão especial.

Mas algumas brincadeiras inspiradas em aventuras de desenhos e filmes envolvem saltos de grandes alturas, corridas em locais inadequados, escaladas ou movimentos que a criança ainda não consegue realizar com segurança.

Na televisão, os personagens podem cair, levantar e continuar a missão.

Na vida real, o corpo da criança não funciona assim.

Uma queda aparentemente simples pode resultar em uma fratura.

Por isso, a brincadeira pode ser inspirada na aventura, mas precisa ser adaptada para a realidade da criança.

A melhor missão é brincar com segurança!

Prevenir acidentes não significa impedir a criança de brincar.

Muito pelo contrário.

Brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil.

Correr, pular, escalar e explorar o ambiente ajudam a desenvolver equilíbrio, coordenação, força e confiança.

O papel dos adultos é oferecer um ambiente em que a criança possa experimentar essas habilidades com riscos controlados.

A missão da Minnie Mari

Se eu pudesse dar uma missão para cada família, seria:

MISSÃO 1

Escolha brinquedos adequados para a idade e o desenvolvimento da criança.

MISSÃO 2

Utilize equipamentos de proteção quando a atividade exigir.

MISSÃO 3

Prefira locais apropriados para cada tipo de brincadeira.

MISSÃO 4

Supervisione atividades com maior risco de queda ou trauma.

MISSÃO 5

Ensine a criança a reconhecer situações perigosas.

MISSÃO 6

Depois de um trauma, fique atento aos sinais de alerta.

Criança precisa brincar!

A infância não precisa ser uma zona de perigo.

Mas também não precisa ser uma zona de proibição.

A criança precisa correr.

Precisa pular.

Precisa explorar.

Precisa testar seus limites.

E precisa aprender.

O objetivo não é eliminar todos os riscos, porque risco faz parte do desenvolvimento.

O objetivo é evitar os riscos desnecessários e criar um ambiente em que a criança possa se divertir com segurança.

Dra. Mariana Lobo

Ortopedia e Traumatologia Infantil

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CRM 244545/SP | RQE 122612

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